23/04/2006 20:30
Deixa de choro e dá a bola pro papai aqui, vai...
A simples citação do nome "Kobe Bryant" é o bastante para fãs e detratores do camisa 8 se armarem de paus e pedras. Pois é, qualquer comentário sobre o craque do Los Angeles Lakers desperta fortes reações de amor e ódio, como se criticá-lo fosse uma blasfêmia e elogiá-lo fosse uma submissão.
Ainda assim, o homem voltou hoje aos playoffs, então vamos lá. De armadura, escudo e protetor bucal, lá vou eu de novo escrever sobre ele. E logo de cara vamos à linha estatística de Kobe no jogo 1 contra o Phoenix Suns, disputado no domingo:
Foram 46m51s, 22 pontos, 5 assistências, 6 rebotes, 3 desperdícios, 3 faltas, 7 arremessos convertidos em 21 tentados, apenas 1 de 6 na linha de três.
Para começo de conversa, vale lembrar que o sujeito ficou em quadra praticamente o tempo inteiro. Teve um minutinho de descanso, e olhe lá.
Os 22 pontos, de fato, impressionam. Muita gente esperava (e ainda espera) atuações explosivas de Bryant no mata-mata, com piso de 40 pontos por jogo e teto de 100.
No primeiro embate com o time do Arizona, o craque tirou o pé do acelerador. Teve um aproveitamento ruim nos arremessos e saiu de quadra com uma pontuação bem abaixo de seus padrões. Outros quatro jogadores dos Lakers quebraram a marca dos dígitos duplos e o ataque se mostrou bem mais equilibrado que o normal.
Ou seja, todo mundo participou, bola de mão em mão, exatamente como prega a filosofia de Phil Jackson.
E o Los Angeles perdeu, ora bolas.
A questão me parece muito clara. Ou a diretoria contrata jogadores talentosos para fortalecer o elenco, ou o time só vai conseguir bater um adversário mais forte quando Kobe tiver uma atuação espetacular.
Até comentei isso com o Roby na última transmissão da Globo.com: o Los Angeles só vai passar pelo Phoenix se Bryant beirar os 50 pontos a cada noite. Basquete coletivo é fundamental, mas só funciona contra equipes fortes se você tiver um elenco no mínimo razoável para executar as jogadas. Caso contrário, bola na mão do craque.
E estamos conversados.
[Rodrigo Alves]
A simples citação do nome "Kobe Bryant" é o bastante para fãs e detratores do camisa 8 se armarem de paus e pedras. Pois é, qualquer comentário sobre o craque do Los Angeles Lakers desperta fortes reações de amor e ódio, como se criticá-lo fosse uma blasfêmia e elogiá-lo fosse uma submissão.Ainda assim, o homem voltou hoje aos playoffs, então vamos lá. De armadura, escudo e protetor bucal, lá vou eu de novo escrever sobre ele. E logo de cara vamos à linha estatística de Kobe no jogo 1 contra o Phoenix Suns, disputado no domingo:
Foram 46m51s, 22 pontos, 5 assistências, 6 rebotes, 3 desperdícios, 3 faltas, 7 arremessos convertidos em 21 tentados, apenas 1 de 6 na linha de três.
Para começo de conversa, vale lembrar que o sujeito ficou em quadra praticamente o tempo inteiro. Teve um minutinho de descanso, e olhe lá.
Os 22 pontos, de fato, impressionam. Muita gente esperava (e ainda espera) atuações explosivas de Bryant no mata-mata, com piso de 40 pontos por jogo e teto de 100.
No primeiro embate com o time do Arizona, o craque tirou o pé do acelerador. Teve um aproveitamento ruim nos arremessos e saiu de quadra com uma pontuação bem abaixo de seus padrões. Outros quatro jogadores dos Lakers quebraram a marca dos dígitos duplos e o ataque se mostrou bem mais equilibrado que o normal.
Ou seja, todo mundo participou, bola de mão em mão, exatamente como prega a filosofia de Phil Jackson.
E o Los Angeles perdeu, ora bolas.
A questão me parece muito clara. Ou a diretoria contrata jogadores talentosos para fortalecer o elenco, ou o time só vai conseguir bater um adversário mais forte quando Kobe tiver uma atuação espetacular.
Até comentei isso com o Roby na última transmissão da Globo.com: o Los Angeles só vai passar pelo Phoenix se Bryant beirar os 50 pontos a cada noite. Basquete coletivo é fundamental, mas só funciona contra equipes fortes se você tiver um elenco no mínimo razoável para executar as jogadas. Caso contrário, bola na mão do craque.
E estamos conversados.
[Rodrigo Alves]
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