27/04/2006 14:02
Vinte e quatro? Presente!
Na minha época de colégio, sempre morri de medo da hora da chamada.
Pode parecer uma afirmação um tanto sem nexo, mas tem uma explicação simples: o meu nome. Logo no primeiro dia de aula, para que os professores pudessem ser mais rápidos na tomada de presença, éramos obrigados a lembrar o nosso número na pauta – imagino que não seja diferente hoje em dia – e como sempre beirei aquela zona perigosa após o vinte e antes do trinta, a primeira chamada do ano era um momento de verdadeiro horror! A minha reputação estava em jogo, a afirmação estabelecida no ano anterior poderia ir por água a baixo naquele momento de expectativa.
O número 24 era um pesadelo que se transformava em realidade.
Passei raspando várias vezes, e não escapei de ser sacaneado outras tantas. Pelo menos era assim que eu pensava, pois hoje olho para trás e morro de rir com a lembrança. Saberia até tirar um sarro com a situação... nada como ficar mais velho.
Um dos muitos rumores que circulam no noticiário do basquete da NBA é exatamente relacionado ao número vinte e quatro: Kobe Bryant estaria mudando de camisa. O astro maior do Los Angeles Lakers já teria enviado um pedido formal à liga para deixar o oito para trás, podendo assim usar a numeração que mais gosta – o polêmico número do “cervo”... Se é que vocês me entendem.
Já imaginaram isso no Brasil? Um craque estabelecido resolvendo largar sua camisa tradicional – e uma das mais vendidas no mundo – para envergar a 24?
No mínimo seria engraçado.
Só para dar um exemplo tupiniquim, o Cruzeiro Esporte Clube quer adotar uma numeração fixa para melhor identificar seus jogadores ao longo das diversas competições que participa. E assim também poder explorar financeiramente a ligação do torcedor com o número do seu craque predileto. Legal, né!
Vai ver se alguém veste a vinte e quatro? O número simplesmente não consta da lista.
Lá nos EUA, a maioria dos prédios ignora o número 13. Você pula do décimo-segundo para o décimo-quarto andar com a maior naturalidade. Nada de dar sopa para o azar.
Aqui, o jogo de azar pôs fama no vinte e quatro, e o Kobe não tá nem aí pra isso.
Cada macaco no seu galho.
[Roby Porto]
Na minha época de colégio, sempre morri de medo da hora da chamada.Pode parecer uma afirmação um tanto sem nexo, mas tem uma explicação simples: o meu nome. Logo no primeiro dia de aula, para que os professores pudessem ser mais rápidos na tomada de presença, éramos obrigados a lembrar o nosso número na pauta – imagino que não seja diferente hoje em dia – e como sempre beirei aquela zona perigosa após o vinte e antes do trinta, a primeira chamada do ano era um momento de verdadeiro horror! A minha reputação estava em jogo, a afirmação estabelecida no ano anterior poderia ir por água a baixo naquele momento de expectativa.
O número 24 era um pesadelo que se transformava em realidade.
Passei raspando várias vezes, e não escapei de ser sacaneado outras tantas. Pelo menos era assim que eu pensava, pois hoje olho para trás e morro de rir com a lembrança. Saberia até tirar um sarro com a situação... nada como ficar mais velho.
Um dos muitos rumores que circulam no noticiário do basquete da NBA é exatamente relacionado ao número vinte e quatro: Kobe Bryant estaria mudando de camisa. O astro maior do Los Angeles Lakers já teria enviado um pedido formal à liga para deixar o oito para trás, podendo assim usar a numeração que mais gosta – o polêmico número do “cervo”... Se é que vocês me entendem.
Já imaginaram isso no Brasil? Um craque estabelecido resolvendo largar sua camisa tradicional – e uma das mais vendidas no mundo – para envergar a 24?
No mínimo seria engraçado.
Só para dar um exemplo tupiniquim, o Cruzeiro Esporte Clube quer adotar uma numeração fixa para melhor identificar seus jogadores ao longo das diversas competições que participa. E assim também poder explorar financeiramente a ligação do torcedor com o número do seu craque predileto. Legal, né!
Vai ver se alguém veste a vinte e quatro? O número simplesmente não consta da lista.
Lá nos EUA, a maioria dos prédios ignora o número 13. Você pula do décimo-segundo para o décimo-quarto andar com a maior naturalidade. Nada de dar sopa para o azar.
Aqui, o jogo de azar pôs fama no vinte e quatro, e o Kobe não tá nem aí pra isso.
Cada macaco no seu galho.
[Roby Porto]
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