03/05/2006 13:32
Domando a mamba
Já estava escrito. Só nós não enxergamos. O sorriso maroto, e o andar calmo e sereno em direção ao meio da quadra dizia tudo. Só nós não percebemos.
Ninguém leu os ensinamentos publicados pelo Zen Master até o fim. Pelo menos é assim que parece. Pelo menos foi assim que eu entrei de gaiato nesta série de playoff entre o Lakers e o Suns, onde o time do Arizona teve uma sobrevida após a vitória de ontem. Pouco importa o resultado final. O que vale é o conjunto da obra.
Dá só uma lida:
“... Algumas vezes ele precisa estar acima de qualquer tipo de espírito coletivo... porém, no momento que os playoffs têm início, ele sabe que é preciso domar o ego em prol de um objetivo comum: avançar nas séries da pós-temporada...”
“...Qualquer jogador que atue desta forma, achando que não precisa de ajuda, sabe que está indo contra os princípios básicos do basquete, tem uma maneira egoísta de encarar o esporte. Você sabe que isso é prejudicial para a equipe, sabe que é um individualismo que provoca o descontento dos seu companheiros... ele sabe disso intuitivamente, e eu tenho que acreditar que ele vá perceber isso no momento certo...”
“...A temporada de classificação terminou, os objetivos foram conquistados, os recordes estão gravados para sempre nos livros, números e estatísticas definidos.... agora é hora de jogar basquete da maneira certa...”
Tá de bom tamanho?
Algumas frases e declarações são atemporais, podem ser lidas e relidas com o supremo dom de se encaixar em diversos momentos.
Sejam eles esportivos ou não.
Esse é o caso da citação acima, onde o técnico Phil Jackson - entrevistado durante os playoffs de 2004 - fala sobre a maneira de Kobe Bryant atuar pelo Los Angeles Lakers.
Se existe um treinador com a equipe nas mãos; um treinador que saiba enxergar o momento certo de exigir uma mudança radical de estilo, ele só pode ser Phil Jackson. Nenhum outro conseguiu a proeza de transformar uma equipe como ele.
Agora sim faz sentido a flauta dos domadores de serpente que ele carrega junto à prancheta de jogadas. Afinal, ao seu lado está um dos jogadores mais mortíferos do planeta.
[Roby Porto]
Já estava escrito. Só nós não enxergamos. O sorriso maroto, e o andar calmo e sereno em direção ao meio da quadra dizia tudo. Só nós não percebemos.Ninguém leu os ensinamentos publicados pelo Zen Master até o fim. Pelo menos é assim que parece. Pelo menos foi assim que eu entrei de gaiato nesta série de playoff entre o Lakers e o Suns, onde o time do Arizona teve uma sobrevida após a vitória de ontem. Pouco importa o resultado final. O que vale é o conjunto da obra.
Dá só uma lida:
“... Algumas vezes ele precisa estar acima de qualquer tipo de espírito coletivo... porém, no momento que os playoffs têm início, ele sabe que é preciso domar o ego em prol de um objetivo comum: avançar nas séries da pós-temporada...”
“...Qualquer jogador que atue desta forma, achando que não precisa de ajuda, sabe que está indo contra os princípios básicos do basquete, tem uma maneira egoísta de encarar o esporte. Você sabe que isso é prejudicial para a equipe, sabe que é um individualismo que provoca o descontento dos seu companheiros... ele sabe disso intuitivamente, e eu tenho que acreditar que ele vá perceber isso no momento certo...”
“...A temporada de classificação terminou, os objetivos foram conquistados, os recordes estão gravados para sempre nos livros, números e estatísticas definidos.... agora é hora de jogar basquete da maneira certa...”
Tá de bom tamanho?
Algumas frases e declarações são atemporais, podem ser lidas e relidas com o supremo dom de se encaixar em diversos momentos.
Sejam eles esportivos ou não.
Esse é o caso da citação acima, onde o técnico Phil Jackson - entrevistado durante os playoffs de 2004 - fala sobre a maneira de Kobe Bryant atuar pelo Los Angeles Lakers.
Se existe um treinador com a equipe nas mãos; um treinador que saiba enxergar o momento certo de exigir uma mudança radical de estilo, ele só pode ser Phil Jackson. Nenhum outro conseguiu a proeza de transformar uma equipe como ele.
Agora sim faz sentido a flauta dos domadores de serpente que ele carrega junto à prancheta de jogadas. Afinal, ao seu lado está um dos jogadores mais mortíferos do planeta.
[Roby Porto]
postado por GloboEsporte.com | Comentários:


