23/05/2006 02:03
A nova ordem da NBA
Foi-se o San Antonio Spurs.
Pois é.
Para quem acompanhou o basquete da NBA de perto nos últimos dois anos, fica até difícil conceber uma final (de conferência, que seja) sem Tim Duncan & Cia. O time que aprendemos a respeitar como o mais sólido do Velho Oeste está liberado para as férias. Um abraço.
Ao contrário do que se pode pensar, o San Antonio não foi eliminado por causa do pé baleado de Duncan, da coxa capenga de Parker, da inconstância de Ginobili, do destempero de Van Exel.
O motivo do tombo doloroso não está nas falhas do próprio elenco, mas sim do outro lado da quadra.
O Dallas Mavericks foi mais time.
Ponto final.
A superioridade é sutil, mas existe.
Na série mais fantástica que o playoff 2006 viu até agora, a turma capitaneada por Dirk Nowitzki mostrou mais força. Poderia ter fechado em casa, no jogo 6, se não fosse a suspensão de Jason Terry. E mesmo após a derrota diante da torcida, teve peito para ir ao AT&T Center e arrancar a classificação heróica na batalha derradeira.
O confronto pode não ter sido tão espetacular no aspecto individual. Não teve as explosões de LeBron James ou as cestas decisivas de Kobe Bryant, mas foi disputado sempre em altíssimo nível. Um jogaço atrás do outro.
Sete aulas de basquete.
A maior prova da boa fase que vive o Dallas foi o desespero de Gregg Popovich para correr atrás do rival. Em momentos distintos, o técnico dos Spurs tentou de tudo: Horry de pivô, Ginobili no banco, Oberto como elemento surpresa, Finley entre os titulares... no fim das contas, ficou a impressão de muitos ovos quebrados para pouco omelete.
Na outra prancheta, Avery Johnson foi preciso: percebeu que precisava de alguém mais veloz que Tony Parker e meteu Devin Harris na armação. Venceu três jogos assim e, mesmo quando Harris naufragou (jogos 6 e 7), confiou no taco do elenco e manteve a escalação. Resultado:
Temos novo técnico na elite e novo time nas cabeças.
O Phoenix de Leandrinho que se cuide...
[Rodrigo Alves]
Foi-se o San Antonio Spurs.Pois é.
Para quem acompanhou o basquete da NBA de perto nos últimos dois anos, fica até difícil conceber uma final (de conferência, que seja) sem Tim Duncan & Cia. O time que aprendemos a respeitar como o mais sólido do Velho Oeste está liberado para as férias. Um abraço.
Ao contrário do que se pode pensar, o San Antonio não foi eliminado por causa do pé baleado de Duncan, da coxa capenga de Parker, da inconstância de Ginobili, do destempero de Van Exel.
O motivo do tombo doloroso não está nas falhas do próprio elenco, mas sim do outro lado da quadra.
O Dallas Mavericks foi mais time.
Ponto final.
A superioridade é sutil, mas existe.
Na série mais fantástica que o playoff 2006 viu até agora, a turma capitaneada por Dirk Nowitzki mostrou mais força. Poderia ter fechado em casa, no jogo 6, se não fosse a suspensão de Jason Terry. E mesmo após a derrota diante da torcida, teve peito para ir ao AT&T Center e arrancar a classificação heróica na batalha derradeira.
O confronto pode não ter sido tão espetacular no aspecto individual. Não teve as explosões de LeBron James ou as cestas decisivas de Kobe Bryant, mas foi disputado sempre em altíssimo nível. Um jogaço atrás do outro.
Sete aulas de basquete.
A maior prova da boa fase que vive o Dallas foi o desespero de Gregg Popovich para correr atrás do rival. Em momentos distintos, o técnico dos Spurs tentou de tudo: Horry de pivô, Ginobili no banco, Oberto como elemento surpresa, Finley entre os titulares... no fim das contas, ficou a impressão de muitos ovos quebrados para pouco omelete.
Na outra prancheta, Avery Johnson foi preciso: percebeu que precisava de alguém mais veloz que Tony Parker e meteu Devin Harris na armação. Venceu três jogos assim e, mesmo quando Harris naufragou (jogos 6 e 7), confiou no taco do elenco e manteve a escalação. Resultado:
Temos novo técnico na elite e novo time nas cabeças.
O Phoenix de Leandrinho que se cuide...
[Rodrigo Alves]
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