24/05/2006 14:31
Peças pelo caminho
A poderosa indústria automotiva de Detroit empresta seu nome aos empreendimentos de maior sucesso da cidade. Afinal de contas, quem não gostaria de estar ligado às três maiores montadoras americanas?
Não é diferente com o time de basquete profissional da cidade, o Detroit Pistons, que tirou o nome de umas das peças da linha de montagem para adjetivar a equipe.
Só que existe um pequeno probleminha: ninguém parece ter ensinado o bê-a-bá aos mecânicos da oficina de Auburn Hills, pois o time que entrou em quadra ontem à noite para enfrentar o Miami Heat na primeira partida decisiva da conferência Leste mais parecia ter sido montado num fundo de quintal de Japeri, onde a chave-de-roda e o macaco ainda são artefatos a se descobrir.
Até eu, que não entendo xongas de mecânica, mas tenho um mínimo de curiosidade, sei que existe uma seqüência básica de acontecimentos para que um carro possa sair da inércia. O pistão é uma dessas peças-chave que fazem parte da corrente.
Um time de basquete não é tão diferente assim.
O próprio torcedor que compareceu ao ginásio, percebeu que seria preciso encostar o carro antes do destino final e arranjar uma carona pra chegar em casa. Poucos ficaram sentados ao volante imaginando qual seria o problema.
Mesmo com seu melhor jogador atrapalhado com o número de faltas, o Miami Heat provou ter uma engrenagem muito mais azeitada, usando outras peças para suprir a ausência temporária de Dwyane Wade. Foi assim com Antoine Walker e com o reserva Gary Payton.
O sempre decisivo Shaquille O’Neal pode não ter sido um fator de desequilíbrio, mas atraiu atenção suficiente para liberar seus companheiros. E olha que Udonis Haslem, um dos titulares que mais tempo ficou em quadra, nem pontos fez...
Não sei não... ainda falta muito pra subir a serra, mas após a primeira volta na pista, o painel do Pistons já começa a deixar a agulha do mostrador próxima do vermelho.
Das duas uma: ou o time volta pra prancheta de projetos pra ser redesenhado, ou as peças que ficaram na estrada vão parar no ferro-velho.
[Roby Porto]
A poderosa indústria automotiva de Detroit empresta seu nome aos empreendimentos de maior sucesso da cidade. Afinal de contas, quem não gostaria de estar ligado às três maiores montadoras americanas? Não é diferente com o time de basquete profissional da cidade, o Detroit Pistons, que tirou o nome de umas das peças da linha de montagem para adjetivar a equipe.
Só que existe um pequeno probleminha: ninguém parece ter ensinado o bê-a-bá aos mecânicos da oficina de Auburn Hills, pois o time que entrou em quadra ontem à noite para enfrentar o Miami Heat na primeira partida decisiva da conferência Leste mais parecia ter sido montado num fundo de quintal de Japeri, onde a chave-de-roda e o macaco ainda são artefatos a se descobrir.
Até eu, que não entendo xongas de mecânica, mas tenho um mínimo de curiosidade, sei que existe uma seqüência básica de acontecimentos para que um carro possa sair da inércia. O pistão é uma dessas peças-chave que fazem parte da corrente.
Um time de basquete não é tão diferente assim.
O próprio torcedor que compareceu ao ginásio, percebeu que seria preciso encostar o carro antes do destino final e arranjar uma carona pra chegar em casa. Poucos ficaram sentados ao volante imaginando qual seria o problema.
Mesmo com seu melhor jogador atrapalhado com o número de faltas, o Miami Heat provou ter uma engrenagem muito mais azeitada, usando outras peças para suprir a ausência temporária de Dwyane Wade. Foi assim com Antoine Walker e com o reserva Gary Payton.
O sempre decisivo Shaquille O’Neal pode não ter sido um fator de desequilíbrio, mas atraiu atenção suficiente para liberar seus companheiros. E olha que Udonis Haslem, um dos titulares que mais tempo ficou em quadra, nem pontos fez...
Não sei não... ainda falta muito pra subir a serra, mas após a primeira volta na pista, o painel do Pistons já começa a deixar a agulha do mostrador próxima do vermelho.
Das duas uma: ou o time volta pra prancheta de projetos pra ser redesenhado, ou as peças que ficaram na estrada vão parar no ferro-velho.
[Roby Porto]
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