03/06/2006 15:04
Nem contra nem a favor, muito pelo contrário
Tudo bem que o Detroit parecia um bêbado caindo pelo meio-fio; que Rasheed Wallace revelou-se a maior farsa dos playoffs 2006; que Chauncey Billups e Richard Hamilton entortaram a mira no pior momento possível; que Flip Saunders deixou o bolo desandar e não soube resgatar a receita original...
O colapso da turma de Motown é nítido, cristalino, absoluto e inegável.
Mas peraí, minha gente, a final do Leste não tem apenas um perdedor.
Tem também um vencedor.
Então chega de Pistons. Vamos ao Miami Heat.
Os torcedores, claro, perdem o bom humor quando a gente faz críticas ou tasca uma previsão de derrota. Faz parte. Sempre que algum comentarista de futebol diz que meu time vai perder o jogo e ele ganha, fico com vontade de ligar pro sujeito e perguntar: "E agora, ô mané?"
Palpites são só palpites, não têm nada a ver com torcer a favor ou contra. Aliás, como é possível torcer contra um time que tem Dwyane Wade e Shaquille O´Neal jogando juntos e fazendo uma ponte aérea atrás da outra?
Na última caixa de comentários, cheia de boas observações, o Gabriel disse que Wade trabalha para ser um jogador de vitórias, e não apenas um ganhador de prêmios.
Concordo plenamente.
Não vejo o camisa 3 como o maior craque da NBA, mas o que esse rapaz tem feito é digno de colocá-lo num altar. O estilo é certamente mais discreto que o de Kobe ou LeBron, mas a eficiência é incontestável. E, cá entre nós, os lances acrobáticos também estão lá, não se preocupem.
A raça do garoto, jogando com uma virose, não me surpreende nem um pouco. Ou alguém aí achou que ele ficaria em casa tomando remedinho?
Mais impressionante que Wade, só mesmo o tio Shaq.
Aos 34 anos, o gigante simplesmente triturou o garrafão do Detroit, com médias que lembram os bons tempos de Los Angeles Lakers: 21.7 pontos, 10.5 rebotes e 2.3 tocos em 34 minutos por noite.
Para quem duvidava de O´Neal, está aí a resposta. Para quem ainda duvida, cabe o alerta: ninguém nos elencos de Mavs ou Suns conhece tão bem o terreno das finais.
Se a experiência vai se traduzir em mais um anel de campeão... bem, aí só a Mãe Dinah pode dizer. E, se disser, ainda corre o risco de levar umas broncas depois!
[Rodrigo Alves]
Tudo bem que o Detroit parecia um bêbado caindo pelo meio-fio; que Rasheed Wallace revelou-se a maior farsa dos playoffs 2006; que Chauncey Billups e Richard Hamilton entortaram a mira no pior momento possível; que Flip Saunders deixou o bolo desandar e não soube resgatar a receita original...O colapso da turma de Motown é nítido, cristalino, absoluto e inegável.
Mas peraí, minha gente, a final do Leste não tem apenas um perdedor.
Tem também um vencedor.
Então chega de Pistons. Vamos ao Miami Heat.
Os torcedores, claro, perdem o bom humor quando a gente faz críticas ou tasca uma previsão de derrota. Faz parte. Sempre que algum comentarista de futebol diz que meu time vai perder o jogo e ele ganha, fico com vontade de ligar pro sujeito e perguntar: "E agora, ô mané?"
Palpites são só palpites, não têm nada a ver com torcer a favor ou contra. Aliás, como é possível torcer contra um time que tem Dwyane Wade e Shaquille O´Neal jogando juntos e fazendo uma ponte aérea atrás da outra?
Na última caixa de comentários, cheia de boas observações, o Gabriel disse que Wade trabalha para ser um jogador de vitórias, e não apenas um ganhador de prêmios.
Concordo plenamente.
Não vejo o camisa 3 como o maior craque da NBA, mas o que esse rapaz tem feito é digno de colocá-lo num altar. O estilo é certamente mais discreto que o de Kobe ou LeBron, mas a eficiência é incontestável. E, cá entre nós, os lances acrobáticos também estão lá, não se preocupem.
A raça do garoto, jogando com uma virose, não me surpreende nem um pouco. Ou alguém aí achou que ele ficaria em casa tomando remedinho?
Mais impressionante que Wade, só mesmo o tio Shaq.
Aos 34 anos, o gigante simplesmente triturou o garrafão do Detroit, com médias que lembram os bons tempos de Los Angeles Lakers: 21.7 pontos, 10.5 rebotes e 2.3 tocos em 34 minutos por noite.
Para quem duvidava de O´Neal, está aí a resposta. Para quem ainda duvida, cabe o alerta: ninguém nos elencos de Mavs ou Suns conhece tão bem o terreno das finais.
Se a experiência vai se traduzir em mais um anel de campeão... bem, aí só a Mãe Dinah pode dizer. E, se disser, ainda corre o risco de levar umas broncas depois!
[Rodrigo Alves]
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