23/06/2006 17:16
A emoção de Alonzo
Até agora eu não sei se existe significado na combinação das pulseiras verde e amarela que Alonzo Mourning usou no último jogo das finais da NBA. Em época de Copa do Mundo, posso imaginar dezenas de possibilidades, mas a minha curiosidade ficou esquecida ao longo da coletiva pós-jogo, e deu lugar a um sentimento de satisfação.
Os ídolos são humanos como nós, e talvez seja apenas isso que nos aproxime dessas figuras muitas vezes paparicadas ao extremo.
Inspirado no ciclista americano Lance Armstrong – que superou o câncer para se tornar o recordista de vitórias na Volta da França, e tem na pulseira amarela uma marca registrada para sua instituição de caridade – Alonzo Mourning conseguiu driblar as dificuldades de um transplante de rim, dar a volta por cima e conquistar o principal objetivo de um jogador de basquete: vencer o título da NBA.
E não foi só. Alonzo foi humilde ao extremo. Fez questão de dizer que muitas vezes os nossos problemas são pequenos perto das dificuldades enfrentadas por muitos. Disse saber que é um privilegiado, mas que trocaria tudo pela saúde, e que sua maior satisfação seria servir de inspiração para aqueles que perdem a fé.
Palavras bonitas, ditas na emoção de uma conquista, é verdade, mas que eu prefiro aceitar como sinceras, vindas do fundo do coração. Me pareceu assim.
Ele mereceu o título que tanto buscava. Foi um monstro no último jogo. Deu a alma do jeito que todo torcedor gosta de ver, e completou uma equipe moldada ao redor de Dwyane Wade, um fenômeno das quadras.
Agora, que o verde combina com o amarelo, isso combina... e fica mais bonito ainda levantando um troféu.
[Roby Porto]
Até agora eu não sei se existe significado na combinação das pulseiras verde e amarela que Alonzo Mourning usou no último jogo das finais da NBA. Em época de Copa do Mundo, posso imaginar dezenas de possibilidades, mas a minha curiosidade ficou esquecida ao longo da coletiva pós-jogo, e deu lugar a um sentimento de satisfação.Os ídolos são humanos como nós, e talvez seja apenas isso que nos aproxime dessas figuras muitas vezes paparicadas ao extremo.
Inspirado no ciclista americano Lance Armstrong – que superou o câncer para se tornar o recordista de vitórias na Volta da França, e tem na pulseira amarela uma marca registrada para sua instituição de caridade – Alonzo Mourning conseguiu driblar as dificuldades de um transplante de rim, dar a volta por cima e conquistar o principal objetivo de um jogador de basquete: vencer o título da NBA.
E não foi só. Alonzo foi humilde ao extremo. Fez questão de dizer que muitas vezes os nossos problemas são pequenos perto das dificuldades enfrentadas por muitos. Disse saber que é um privilegiado, mas que trocaria tudo pela saúde, e que sua maior satisfação seria servir de inspiração para aqueles que perdem a fé.
Palavras bonitas, ditas na emoção de uma conquista, é verdade, mas que eu prefiro aceitar como sinceras, vindas do fundo do coração. Me pareceu assim.
Ele mereceu o título que tanto buscava. Foi um monstro no último jogo. Deu a alma do jeito que todo torcedor gosta de ver, e completou uma equipe moldada ao redor de Dwyane Wade, um fenômeno das quadras.
Agora, que o verde combina com o amarelo, isso combina... e fica mais bonito ainda levantando um troféu.
[Roby Porto]
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