18/07/2006 17:30
Transparência zero
Ok, Nenê não vai ao Mundial. Era mais ou menos o que a gente esperava, diante do relacionamento recente entre o ala-pivô e a seleção. O triste, nesta história, é o efeito prático. Com ele, o Brasil é uma coisa. Sem ele, é outra. Na NBA, Nenê ainda busca seu lugar no rol dos grandes homens de garrafão. Tem potencial para chegar lá, mas ainda não chegou, principalmente após a lesão que o tirou da temporada. Na seleção, o papo é diferente.
Jogadores que ainda brigam por espaço no basquete internacional (Leandrinho, Varejão, Splitter) chegam ao time de Lula Ferreira como protagonistas. É assim que funciona. Nesse aspecto, Nenê provavelmente seria o nome mais importante do elenco. Aquela combinação de tamanho e habilidade faria um bocado de estrago no Mundial. Não há ninguém sequer parecido com ele no nosso cenário.
Diante disso, a notícia da dispensa cai como uma bomba.
E mais uma vez evidencia a velha falta de transparência.
Ninguém aqui é ingênuo a ponto de achar que, no mundo de hoje, o amor à camisa verde-amarela vale mais que um contrato de US$ 60 milhões na meca do basquete mundial. Os tempos mudaram e os valores também - vide o comportamento da turma de Parreira na Copa da Alemanha.
Era óbvio que Nenê não arriscaria uma lesão agora. Só acho que tudo poderia ter sido feito às claras. Pelo menos entre o jogador e a comissão técnica, ainda que sem alarde.
Bastava à CBB procurar o ala-pivô assim que ele chegou ao Brasil. Papo honesto, sem rodeios: "E aí? O que você pensa sobre a seleção? Está disposto a jogar agora? Já esqueceu o boicote? Quando poderemos contar contigo?"
Uma reunião rápida resolveria boa parte do problema. Ou pelo menos evitaria que Lula desse as declarações dos últimos dias, dizendo contar com a apresentação do atleta.
As duas partes erraram: a seleção continua subestimando a ausência do jogador e o jogador tampouco parece preocupado com os rumos da seleção.
E agora? Como ficamos?
[Rodrigo Alves]
Ok, Nenê não vai ao Mundial. Era mais ou menos o que a gente esperava, diante do relacionamento recente entre o ala-pivô e a seleção. O triste, nesta história, é o efeito prático. Com ele, o Brasil é uma coisa. Sem ele, é outra. Na NBA, Nenê ainda busca seu lugar no rol dos grandes homens de garrafão. Tem potencial para chegar lá, mas ainda não chegou, principalmente após a lesão que o tirou da temporada. Na seleção, o papo é diferente.Jogadores que ainda brigam por espaço no basquete internacional (Leandrinho, Varejão, Splitter) chegam ao time de Lula Ferreira como protagonistas. É assim que funciona. Nesse aspecto, Nenê provavelmente seria o nome mais importante do elenco. Aquela combinação de tamanho e habilidade faria um bocado de estrago no Mundial. Não há ninguém sequer parecido com ele no nosso cenário.
Diante disso, a notícia da dispensa cai como uma bomba.
E mais uma vez evidencia a velha falta de transparência.
Ninguém aqui é ingênuo a ponto de achar que, no mundo de hoje, o amor à camisa verde-amarela vale mais que um contrato de US$ 60 milhões na meca do basquete mundial. Os tempos mudaram e os valores também - vide o comportamento da turma de Parreira na Copa da Alemanha.
Era óbvio que Nenê não arriscaria uma lesão agora. Só acho que tudo poderia ter sido feito às claras. Pelo menos entre o jogador e a comissão técnica, ainda que sem alarde.
Bastava à CBB procurar o ala-pivô assim que ele chegou ao Brasil. Papo honesto, sem rodeios: "E aí? O que você pensa sobre a seleção? Está disposto a jogar agora? Já esqueceu o boicote? Quando poderemos contar contigo?"
Uma reunião rápida resolveria boa parte do problema. Ou pelo menos evitaria que Lula desse as declarações dos últimos dias, dizendo contar com a apresentação do atleta.
As duas partes erraram: a seleção continua subestimando a ausência do jogador e o jogador tampouco parece preocupado com os rumos da seleção.
E agora? Como ficamos?
[Rodrigo Alves]
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