01/12/2006 16:41
Até quando está bom, está ruim
Basta uma rápida olhada na tabela para ver que o Leste atravessa uma crise sem precedentes. Para aliviar o vexame (ou estourá-lo de vez), nada melhor que botar frente a frente os dois times mais vitoriosos da conferência nos últimos anos. Pois Heat e Pistons se enfrentaram na noite desta quinta-feira. Disputada na Flórida, a partida teve o Detroit como vencedor e o derrotado Dwyane Wade como grande personagem às avessas.
Com o alvo bem definido no plano de jogo, Flip Saunders transformou o time visitante num esquadrão anti-Wade. O técnico dos Pistons chegou a usar seis jogadores diferentes para frear o craque do Miami. Desfilou variações defensivas, apelou para a marcação tripla e sempre manteve dois homens na sobra para evitar as infiltrações fáceis.
Hamilton, Biillups, Prince, Murray, Hunter, Wallace.
Todos deram sua cota de sacrifício. Resultado: o camisa 3 foi caçado o tempo inteiro e acertou apenas cinco dos 23 arremessos que tentou na noite.
Diante disso, há pelo menos três maneiras distintas de encarar a blitz de Saunders.
1 - O Detroit ainda sabe defender. Mesmo sem Big Ben, a trupe de Motown continua capaz de armar emboscadas desse tipo. Talvez por isso se destaque na mediocridade que impera no cenário do Leste, com sete vitórias seguidas e o segundo lugar da conferência.
2 - Mesmo com todo o esforço funcionando 100%, a diferença no placar foi de apenas dois pontos. E o Miami jogou sem Shaquille O'Neal. Se o pivô estivesse em quadra e Wade não fosse o único alvo, será que o sistema defensivo seria igualmente eficaz?
3 - Dwyane é um dos atletas mais imarcáveis da liga. Após o massacre que sofreu, ele saiu de quadra com 21 pontos, oito assistências e cinco rebotes, o que não chega a ser uma atuação inteiramente ridícula. Se tivesse acertado o chute a dois segundos do fim, levaria o jogo à prorrogação e poderia ter sido o herói da noite. Mas não acertou.
A lição parece clara: o Leste anda tão mal das pernas que, mesmo quando dá certo, fica difícil elogiar. Tem sempre um porém que alimenta as críticas. Não por coincidência, apenas quatro times entre os 15 da conferência têm mais vitórias que derrotas. Uma beleza.
[Rodrigo Alves]
Basta uma rápida olhada na tabela para ver que o Leste atravessa uma crise sem precedentes. Para aliviar o vexame (ou estourá-lo de vez), nada melhor que botar frente a frente os dois times mais vitoriosos da conferência nos últimos anos. Pois Heat e Pistons se enfrentaram na noite desta quinta-feira. Disputada na Flórida, a partida teve o Detroit como vencedor e o derrotado Dwyane Wade como grande personagem às avessas.Com o alvo bem definido no plano de jogo, Flip Saunders transformou o time visitante num esquadrão anti-Wade. O técnico dos Pistons chegou a usar seis jogadores diferentes para frear o craque do Miami. Desfilou variações defensivas, apelou para a marcação tripla e sempre manteve dois homens na sobra para evitar as infiltrações fáceis.
Hamilton, Biillups, Prince, Murray, Hunter, Wallace.
Todos deram sua cota de sacrifício. Resultado: o camisa 3 foi caçado o tempo inteiro e acertou apenas cinco dos 23 arremessos que tentou na noite.
Diante disso, há pelo menos três maneiras distintas de encarar a blitz de Saunders.
1 - O Detroit ainda sabe defender. Mesmo sem Big Ben, a trupe de Motown continua capaz de armar emboscadas desse tipo. Talvez por isso se destaque na mediocridade que impera no cenário do Leste, com sete vitórias seguidas e o segundo lugar da conferência.
2 - Mesmo com todo o esforço funcionando 100%, a diferença no placar foi de apenas dois pontos. E o Miami jogou sem Shaquille O'Neal. Se o pivô estivesse em quadra e Wade não fosse o único alvo, será que o sistema defensivo seria igualmente eficaz?
3 - Dwyane é um dos atletas mais imarcáveis da liga. Após o massacre que sofreu, ele saiu de quadra com 21 pontos, oito assistências e cinco rebotes, o que não chega a ser uma atuação inteiramente ridícula. Se tivesse acertado o chute a dois segundos do fim, levaria o jogo à prorrogação e poderia ter sido o herói da noite. Mas não acertou.
A lição parece clara: o Leste anda tão mal das pernas que, mesmo quando dá certo, fica difícil elogiar. Tem sempre um porém que alimenta as críticas. Não por coincidência, apenas quatro times entre os 15 da conferência têm mais vitórias que derrotas. Uma beleza.
[Rodrigo Alves]
postado por GloboEsporte.com | Comentários:


