11/02/2007 19:03
Vingança rende notícias - não vitórias
Não dá para negar que, nos últimos anos, eu me tornei um fã do Gilbert Arenas. Com um cérebro privilegiado e um humor sarcástico raro nos esportistas de hoje, o Agente Zero costuma produzir ótimas histórias. A mais recente foi o duelo de três pontos contra DeShawn Stevenson, num treino do Washington, quando o craque meteu 73 bolas de três usando apenas a mão direita. Clique aqui e veja.
Feita a introdução, também não dá para negar que a megalomania de Arenas, vez por outra, cria um risco para o time que ele defende. Foi assim na tarde de domingo.
O Washington recebeu o Portland no tal "jogo da vingança". Ao longo das últimas semanas, Arenas vinha prometendo fazer 50 pontos contra a equipe do técnico Nate McMillan, um dos responsáveis pelo corte do craque no Mundial.
A pendenga na seleção americana já tinha rendido boas provocações a outros integrantes daquela comissão técnica - os Mikes D`Antoni e Krzyzewski. O problema é que, contra McMillan, o tiro saiu pela culatra.
A postura egoísta de Arenas na quadra, tentando fazer pontos a qualquer custo, afundou o Washington. O armador disparou oito chutes de três - e errou todos. Terminou a partida com apenas nove pontos, duas assistências e 12 arremessos desperdiçados em 15 tentados.
A revanche pessoal falou mais alto que o coletivo, e os Wizards levaram uma surra de 21 pontos em casa. O time já perdeu o topo do Leste para Detroit e Cleveland, e precisa acordar se não quiser deslizar ladeira abaixo na fraquíssima conferência. Para isso, Arenas pode continuar dando seus shows verbais - a gente agradece -, mas dentro da quadra precisa perseguir vitórias, e não caprichos pessoais.
[Rodrigo Alves]
Não dá para negar que, nos últimos anos, eu me tornei um fã do Gilbert Arenas. Com um cérebro privilegiado e um humor sarcástico raro nos esportistas de hoje, o Agente Zero costuma produzir ótimas histórias. A mais recente foi o duelo de três pontos contra DeShawn Stevenson, num treino do Washington, quando o craque meteu 73 bolas de três usando apenas a mão direita. Clique aqui e veja.Feita a introdução, também não dá para negar que a megalomania de Arenas, vez por outra, cria um risco para o time que ele defende. Foi assim na tarde de domingo.
O Washington recebeu o Portland no tal "jogo da vingança". Ao longo das últimas semanas, Arenas vinha prometendo fazer 50 pontos contra a equipe do técnico Nate McMillan, um dos responsáveis pelo corte do craque no Mundial.
A pendenga na seleção americana já tinha rendido boas provocações a outros integrantes daquela comissão técnica - os Mikes D`Antoni e Krzyzewski. O problema é que, contra McMillan, o tiro saiu pela culatra.
A postura egoísta de Arenas na quadra, tentando fazer pontos a qualquer custo, afundou o Washington. O armador disparou oito chutes de três - e errou todos. Terminou a partida com apenas nove pontos, duas assistências e 12 arremessos desperdiçados em 15 tentados.
A revanche pessoal falou mais alto que o coletivo, e os Wizards levaram uma surra de 21 pontos em casa. O time já perdeu o topo do Leste para Detroit e Cleveland, e precisa acordar se não quiser deslizar ladeira abaixo na fraquíssima conferência. Para isso, Arenas pode continuar dando seus shows verbais - a gente agradece -, mas dentro da quadra precisa perseguir vitórias, e não caprichos pessoais.
[Rodrigo Alves]
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