10/03/2007 12:34
Regra Varejão: muleta para árbitro incompetente
Há exatos 20 anos, no dia 10 de março de 1987, Danny Schayes, do Denver Nuggets, cavou uma falta de ataque em cima de Kareem Abdul-Jabbar. Quando o juiz Bruce Alexander apitou, o pivô do Los Angeles Lakers passou a ser o jogador da NBA com o maior número de faltas cometidas em todos os tempos. A coincidência de datas, na verdade, serve apenas para lembrar que falta de ataque é algo normal no basquete, seja hoje ou duas décadas atrás.
Pois o manda-chuva da liga americana, David Stern, na falta de algo melhor para fazer, cogita implantar na próxima temporada o que a imprensa americana está chamando de "Regra Varejão". Seria uma orientação para os ábitros punirem com uma falta técnica todo jogador que tentar enganá-lo cavando uma infração de ataque.
Anderson Varejão é o líder da NBA neste quesito. Com ótimo jogo de pernas, o brasileiro se posiciona no garrafão defensivo e deixa o choque com o atacante acontecer. Pronto, bola recuperada para o Cleveland.
Os astros, cheios de não-me-toques nas infiltrações, acham que Anderson inventa a falta e faz teatro.
Ora, cavar uma falta de ataque é uma arte da defesa. É preciso antever o movimento de quem está com a bola, fincar os dois pés no chão e garantir o posicionamento para o choque, tudo isso sem dar chance ao adversário de mudar o movimento. Não é fácil cumprir a cartilha à risca.
Varejão faz isso com maestria, mas a NBA parece disposta a lhe cortar esta qualidade de forma covarde. Se a regra mesmo for instituída, os ábitros não pensarão duas vezes: ao menor sinal de dúvida, vão dar a falta de defesa e punir o marcador com a técnica. Vai virar muleta.
É mais ou menos o que acontece no futebol, desde que a Fifa recomendou punição com cartão amarelo para os atacantes que simulam pênaltis. Se o juiz tem dúvida, deixa de marcar a penalidade e parte para cima do jogador, cartão em punho, inflado de autoridade.
A solução é muito simples: se houver teatro, falta de defesa. Se não houver, de ataque. Ah, mas para perceber a diferença no calor do jogo é preciso ser bom. E a arbitragem da NBA tem mostrado nas últimas temporadas o quanto pode ser ruim. Os nobres juízes, que já têm errado aos montes, noite após noite, estão prestes a ganhar mais um salvo-conduto para a incompetência.
[Rodrigo Alves]
Há exatos 20 anos, no dia 10 de março de 1987, Danny Schayes, do Denver Nuggets, cavou uma falta de ataque em cima de Kareem Abdul-Jabbar. Quando o juiz Bruce Alexander apitou, o pivô do Los Angeles Lakers passou a ser o jogador da NBA com o maior número de faltas cometidas em todos os tempos. A coincidência de datas, na verdade, serve apenas para lembrar que falta de ataque é algo normal no basquete, seja hoje ou duas décadas atrás.Pois o manda-chuva da liga americana, David Stern, na falta de algo melhor para fazer, cogita implantar na próxima temporada o que a imprensa americana está chamando de "Regra Varejão". Seria uma orientação para os ábitros punirem com uma falta técnica todo jogador que tentar enganá-lo cavando uma infração de ataque.
Anderson Varejão é o líder da NBA neste quesito. Com ótimo jogo de pernas, o brasileiro se posiciona no garrafão defensivo e deixa o choque com o atacante acontecer. Pronto, bola recuperada para o Cleveland.
Os astros, cheios de não-me-toques nas infiltrações, acham que Anderson inventa a falta e faz teatro.
Ora, cavar uma falta de ataque é uma arte da defesa. É preciso antever o movimento de quem está com a bola, fincar os dois pés no chão e garantir o posicionamento para o choque, tudo isso sem dar chance ao adversário de mudar o movimento. Não é fácil cumprir a cartilha à risca.
Varejão faz isso com maestria, mas a NBA parece disposta a lhe cortar esta qualidade de forma covarde. Se a regra mesmo for instituída, os ábitros não pensarão duas vezes: ao menor sinal de dúvida, vão dar a falta de defesa e punir o marcador com a técnica. Vai virar muleta.
É mais ou menos o que acontece no futebol, desde que a Fifa recomendou punição com cartão amarelo para os atacantes que simulam pênaltis. Se o juiz tem dúvida, deixa de marcar a penalidade e parte para cima do jogador, cartão em punho, inflado de autoridade.
A solução é muito simples: se houver teatro, falta de defesa. Se não houver, de ataque. Ah, mas para perceber a diferença no calor do jogo é preciso ser bom. E a arbitragem da NBA tem mostrado nas últimas temporadas o quanto pode ser ruim. Os nobres juízes, que já têm errado aos montes, noite após noite, estão prestes a ganhar mais um salvo-conduto para a incompetência.
[Rodrigo Alves]
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