12/03/2007 09:28
Até quando vão dizer que Yao é puro marketing?
No mundo do esporte, quando uma frase-clichê vira lei, não há quem possa revogá-la. No futebol, por exemplo, os argentinos são violentos, os africanos são inocentes, os asiáticos são velozes e os ingleses só jogam na base do chuveirinho. Por mais que o esporte se transforme, nós continuamos batendo na mesma tecla. Na NBA, também é assim que a banda toca. Quer ver uma frase até hoje repetida por muita gente?
"Yao Ming é puro marketing".
Noite após noite, o chinês prova que é um dos melhores pivôs do planeta, mas não adianta. Na primeira atuação ruim, vão dizer que ele só está no basquete americano porque David Stern quer conquistar o mercado da Ásia.
Quando chegou à NBA, badalado como número 1 do draft, Yao decepcionou. O tempo começou a passar e ele mostrou pouca evolução. Foi o suficiente para ganhar o carimbo de enganador, que vai carregar até a aposentadoria.
Na noite deste domingo, o gigante deu mais um tapa nos críticos. Jogando contra Dwight Howard, um dos monstros defensivos da liga, despejou 37 pontos e distribuiu quatro tocos. Um detalhe importante: era apenas seu quarto jogo após ficar quase três meses parado.
Na briga pelos rebotes, ele pegou sete, no fundamento que ainda o separa dos grandes pivôs da história. Para um sujeito com 2,29m de altura, a média de 9,4 rebotes está longe do ideal. O defeito, claro, não faz de Yao Ming "puro marketing". Mas isso ele vai ter que provar, noite após noite, até o fim da carreira.
[Rodrigo Alves]
"Yao Ming é puro marketing".
Noite após noite, o chinês prova que é um dos melhores pivôs do planeta, mas não adianta. Na primeira atuação ruim, vão dizer que ele só está no basquete americano porque David Stern quer conquistar o mercado da Ásia.
Quando chegou à NBA, badalado como número 1 do draft, Yao decepcionou. O tempo começou a passar e ele mostrou pouca evolução. Foi o suficiente para ganhar o carimbo de enganador, que vai carregar até a aposentadoria.
Na noite deste domingo, o gigante deu mais um tapa nos críticos. Jogando contra Dwight Howard, um dos monstros defensivos da liga, despejou 37 pontos e distribuiu quatro tocos. Um detalhe importante: era apenas seu quarto jogo após ficar quase três meses parado.
Na briga pelos rebotes, ele pegou sete, no fundamento que ainda o separa dos grandes pivôs da história. Para um sujeito com 2,29m de altura, a média de 9,4 rebotes está longe do ideal. O defeito, claro, não faz de Yao Ming "puro marketing". Mas isso ele vai ter que provar, noite após noite, até o fim da carreira.
[Rodrigo Alves]
postado por GloboEsporte.com | Comentários:


