30/04/2007 11:38
Heat e Mavs: crises iguais, causas diferentes
O mundo do basquete dá voltas e, um ano depois da decisão entre Dallas e Miami, os dois poderosos finalistas caem pelas tabelas. As derrocadas deixam o início deste playoff mais emocionante, claro. Só não dá para botar as duas crises no mesmo saco. Existem algumas diferenças bem claras entre a varrida incontestável na Flórida e o desespero no Texas.
O impiedoso 4 a 0 imposto pelo Chicago Bulls prova, de certa forma, que Pat Riley de fato montou um elenco de aluguel para ser campeão em 2006, e só. O que viesse na seqüência seria lucro. E, cá entre nós, só veio prejuízo. O idoso elenco de apoio se arrastou em quadra no segundo tempo de todos os jogos da série. Com isso, aumentou a dependência de Dwyane Wade, que ainda não estava 100% após as lesões no ombro e no joelho.
Outro detalhe: qualquer jogador tem todo o direito de escolher a hora de parar, ninguém tem nada a ver com isso. Mas Shaquille O`Neal corre sério risco de encerrar a carreira de forma melancólica, seguindo os passos de outros pivôs lendários, como Patrick Ewing e Hakeem Olajuwon.
Em Dallas, o panorama é diferente. A equipe sempre teve dificuldades para enfrentar adversários com formação baixa e jogo baseado em contra-ataque. Há dois times na NBA que atuam muito bem desta forma: Suns e Warriors. Mas não é só o estilo. O Phoenix complicou a vida dos texanos nos dois últimos jogos da fase regular basicamente pelo talento. E o Golden State está a um passo de eliminar Nowitzki & Cia basicamente por causa de Don Nelson.
É louvável o trabalho do técnico, que consegue segurar o alemão e parece encontrar respostas para cada plano de Avery Johnson. Muito legal também ver o novo Baron Davis, em fase estupenda. A torcida de Oakland merece.
[Rodrigo Alves]
O impiedoso 4 a 0 imposto pelo Chicago Bulls prova, de certa forma, que Pat Riley de fato montou um elenco de aluguel para ser campeão em 2006, e só. O que viesse na seqüência seria lucro. E, cá entre nós, só veio prejuízo. O idoso elenco de apoio se arrastou em quadra no segundo tempo de todos os jogos da série. Com isso, aumentou a dependência de Dwyane Wade, que ainda não estava 100% após as lesões no ombro e no joelho.
Outro detalhe: qualquer jogador tem todo o direito de escolher a hora de parar, ninguém tem nada a ver com isso. Mas Shaquille O`Neal corre sério risco de encerrar a carreira de forma melancólica, seguindo os passos de outros pivôs lendários, como Patrick Ewing e Hakeem Olajuwon.
Em Dallas, o panorama é diferente. A equipe sempre teve dificuldades para enfrentar adversários com formação baixa e jogo baseado em contra-ataque. Há dois times na NBA que atuam muito bem desta forma: Suns e Warriors. Mas não é só o estilo. O Phoenix complicou a vida dos texanos nos dois últimos jogos da fase regular basicamente pelo talento. E o Golden State está a um passo de eliminar Nowitzki & Cia basicamente por causa de Don Nelson.
É louvável o trabalho do técnico, que consegue segurar o alemão e parece encontrar respostas para cada plano de Avery Johnson. Muito legal também ver o novo Baron Davis, em fase estupenda. A torcida de Oakland merece.
[Rodrigo Alves]
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