09/05/2007 17:49
Jogo de xadrez, mas com altas doses de emoção
Se há craques na quadra e na prancheta, o resultado quase sempre é de encher os olhos. Assim como o duelo Sloan x Nelson na série entre Jazz e Warriors, o confronto entre Suns e Spurs é um prato cheio para quem gosta de basquete - não importa qual o estilo de preferência.
O Phoenix atropelou o San Antonio na noite de terça-feira graças aos movimentos precisos de Mike D`Antoni. O técnico lançou Kurt Thomas e, com uma só tacada, matou três coelhos: exigiu um esforço bem maior de Tim Duncan, tirou de Amare Stoudemire o peso das faltas e melhorou o ataque com bloqueios perfeitos e arremessos de média distância.
Como vocês sabem, sou um fã declarado de Shawn Marion, e acho que ele teve uma atuação defensiva irretocável no jogo 2. Só não o vejo em condições de segurar Tony Parker até o fim da série. Quando Parker está realmente inspirado, como no jogo 1, não há quem o segure.
Em resumo, a segunda partida mostrou que o Phoenix também sabe ser competitivo. Não é fácil repetir a dose quatro vezes diante do San Antonio, mas a série está 100% aberta. A esta altura, Gregg Popovich já está tramando uma resposta enfática para o jogo 3.
= = =
No Leste, LeBron teve atuação de gala na terça-feira. É, sem dúvida, um dos craques mais decisivos do playoff. Meu palpitão de 4-1 Cavs está mantido, assim como a previsão de que esta é a série "patinho feio". Não que seja um confronto desprezível, claro, mas no conjunto dos méritos apresentados pelos dois times, acho que não dá para comparar com as outras três - nem mesmo com a do Detroit, que não teve competição até agora, mas teve duas verdadeiras aulas de basquete dos Pistons.
Para mudar o cenário, Vince Carter precisa aparecer mais, e Jason Kidd não pode cometer os oito desperdícios de bola do jogo 2. Como se esperava, o Cleveland aproveita o que o Toronto não conseguiu aproveitar: a fragilidade do New Jersey embaixo da cesta. Ilgauskas, Gooden e Varejão somaram 32 rebotes, sendo 12 ofensivos. Collins e Moore, os homens de garrafão dos Nets, pegaram apenas quatro.
O New Jersey depende muito dos rebotes da turma do perímetro (Kidd liderou o time na terça, com 10), o que se torna extremamente arriscado contra um adversário que conta com grandalhões eficientes.
[Rodrigo Alves]
Se há craques na quadra e na prancheta, o resultado quase sempre é de encher os olhos. Assim como o duelo Sloan x Nelson na série entre Jazz e Warriors, o confronto entre Suns e Spurs é um prato cheio para quem gosta de basquete - não importa qual o estilo de preferência.O Phoenix atropelou o San Antonio na noite de terça-feira graças aos movimentos precisos de Mike D`Antoni. O técnico lançou Kurt Thomas e, com uma só tacada, matou três coelhos: exigiu um esforço bem maior de Tim Duncan, tirou de Amare Stoudemire o peso das faltas e melhorou o ataque com bloqueios perfeitos e arremessos de média distância.
Como vocês sabem, sou um fã declarado de Shawn Marion, e acho que ele teve uma atuação defensiva irretocável no jogo 2. Só não o vejo em condições de segurar Tony Parker até o fim da série. Quando Parker está realmente inspirado, como no jogo 1, não há quem o segure.
Em resumo, a segunda partida mostrou que o Phoenix também sabe ser competitivo. Não é fácil repetir a dose quatro vezes diante do San Antonio, mas a série está 100% aberta. A esta altura, Gregg Popovich já está tramando uma resposta enfática para o jogo 3.
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No Leste, LeBron teve atuação de gala na terça-feira. É, sem dúvida, um dos craques mais decisivos do playoff. Meu palpitão de 4-1 Cavs está mantido, assim como a previsão de que esta é a série "patinho feio". Não que seja um confronto desprezível, claro, mas no conjunto dos méritos apresentados pelos dois times, acho que não dá para comparar com as outras três - nem mesmo com a do Detroit, que não teve competição até agora, mas teve duas verdadeiras aulas de basquete dos Pistons.
Para mudar o cenário, Vince Carter precisa aparecer mais, e Jason Kidd não pode cometer os oito desperdícios de bola do jogo 2. Como se esperava, o Cleveland aproveita o que o Toronto não conseguiu aproveitar: a fragilidade do New Jersey embaixo da cesta. Ilgauskas, Gooden e Varejão somaram 32 rebotes, sendo 12 ofensivos. Collins e Moore, os homens de garrafão dos Nets, pegaram apenas quatro.
O New Jersey depende muito dos rebotes da turma do perímetro (Kidd liderou o time na terça, com 10), o que se torna extremamente arriscado contra um adversário que conta com grandalhões eficientes.
[Rodrigo Alves]
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