11/05/2007 09:04
Palpite infeliz
À torcida do Detroit na caixinha de comentários, especialmente os baianos Sheed e Prince, que a esta altura me aguardam para uma festa azul e vermelha na Praça Castro Alves, aqui vai uma dose reforçada de autocrítica: minha aposta no Chicago Bulls para as semifinais de conferência foi, sim, um erro de avaliação. Reconheço.
Este, aliás, é o único palpitão do qual me arrependo até agora. Se o San Antonio ganhar do Phoenix ou o New Jersey virar para cima do Cleveland, por exemplo, vou errar tranqüilo. A graça das previsões, diga-se, está justamente nos tropeços. Eles são normais.
Por isso acho normal apostar no Chicago para vencer a semifinal do Leste, e não desmereço quem o fez. Havia bons argumentos nos dois lados. Por que, então, a penitência?
Porque, na pressa de esfregar a bola de cristal, eu não levei em consideração alguns pontos importantes. Superestimei a varrida em cima do Miami e achei que os Baby Bulls já estavam 100% maduros para enfrentar qualquer adversário.
Não estavam.
No playoff, o talento é ingrediente fundamental, mas não basta para ganhar uma série. Sem entrosamento e experiência, a coisa fica mais difícil. O núcleo jovem do Chicago joga junto há três anos, mas com a adição de Ben Wallace, ainda não tem a química necessária para superar um adversário classe A.
Com o Detroit, que tem talento, química e fome defensiva de sobra, o buraco é mais embaixo. O quarteto formado por Billups, Hamilton, Prince e Rasheed joga por música há muito tempo, o que facilitou a adaptação na chegada de Webber.
Juntando meus três erros do primeiro round (Dallas, Houston e Toronto) e outros que virão pela frente, este é o único do qual me arrependo. Na hora de cravar a previsão, faltou pesar melhor os prós e contras de cada time.
Dito tudo isso, agora só falta o Chicago me contrariar de novo e fazer história virando a série para 4-3...
[Rodrigo Alves]
Este, aliás, é o único palpitão do qual me arrependo até agora. Se o San Antonio ganhar do Phoenix ou o New Jersey virar para cima do Cleveland, por exemplo, vou errar tranqüilo. A graça das previsões, diga-se, está justamente nos tropeços. Eles são normais.
Por isso acho normal apostar no Chicago para vencer a semifinal do Leste, e não desmereço quem o fez. Havia bons argumentos nos dois lados. Por que, então, a penitência?
Porque, na pressa de esfregar a bola de cristal, eu não levei em consideração alguns pontos importantes. Superestimei a varrida em cima do Miami e achei que os Baby Bulls já estavam 100% maduros para enfrentar qualquer adversário.
Não estavam.
No playoff, o talento é ingrediente fundamental, mas não basta para ganhar uma série. Sem entrosamento e experiência, a coisa fica mais difícil. O núcleo jovem do Chicago joga junto há três anos, mas com a adição de Ben Wallace, ainda não tem a química necessária para superar um adversário classe A.
Com o Detroit, que tem talento, química e fome defensiva de sobra, o buraco é mais embaixo. O quarteto formado por Billups, Hamilton, Prince e Rasheed joga por música há muito tempo, o que facilitou a adaptação na chegada de Webber.
Juntando meus três erros do primeiro round (Dallas, Houston e Toronto) e outros que virão pela frente, este é o único do qual me arrependo. Na hora de cravar a previsão, faltou pesar melhor os prós e contras de cada time.
Dito tudo isso, agora só falta o Chicago me contrariar de novo e fazer história virando a série para 4-3...
[Rodrigo Alves]
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