21/02/2008 13:37
A estréia de Shaq: o que você achou?
Antes de mais nada, a estréia de Shaquille O`Neal foi um jogão. Pena que Lakers e Suns não se enfrentam mais na temporada regular, e o placar no confronto (3 a 1) mostra como o time de Los Angeles ganhou consistência de um ano para cá. Ganhou mais ainda com a chegada
de Pau Gasol. Totalmente ajustado ao sistema, o espanhol tira um peso das costas de Kobe (o homem que só precisa de nove dedos para fazer 41 pontos) e melhora muito a produção
do excelente Lamar Odom.
Mas o assunto aqui, claro, é Shaq. O pivô estreou bem, com 15 pontos, nove rebotes, três assistências, dois tocos, três desperdícios de bola e cinco faltas. Seja contra ou a favor da troca, o observador mais apressado pode tirar conclusões para os dois lados.
Quem aprovou a negociação pode alegar, cheio de razão, que O`Neal passou a jogar bem justamente depois da marca de 20 minutos prometida por Mike D`Antoni. Ele evoluiu fisicamente ao longo da partida, o que é ótimo sinal. E teve bons momentos, como as cravadas em cima de Mbenga e Gasol, o belo passe para o Leandrinho e o mergulho na linha de fundo para salvar uma bola quase perdida.
Dá para alegar também que o projeto-Amare começou muito bem. Mais solto como ala-de-força, Stoudemire mostrou inteligência e brilhou com 37 pontos e 15 rebotes - boa parte disso, é verdade, com Shaq sentado no banco.
Quem é contra a troca pode ressaltar, também com razão, que o gigante ainda não cumpriu suas duas principais expectativas na equipe:
1) Segurar, na defesa, o homem de garrafão do time adversário. Mesmo com a ausência de Bynum e apenas um pivô decente, os Lakers contaram com bela atuação de Gasol - apesar de terem perdido a batalha dos rebotes.
2) No ataque, apesar dos bons momentos isolados, ficou claro que Shaq já não é capaz de transformar em dois pontos automáticos aquela bola de segurança no cinco-contra-cinco. Não vai ser tão fácil como se pensa.
Todas as conclusões são corretas. E precipitadas. É apenas um jogo. O pivô vai ter tempo para melhorar a forma e se enquadrar no esquema - ao mesmo tempo, vai também sofrer os efeitos da maratona de jogos. Ou seja, ainda é muito cedo para análises definitivas. Mas Shaq é grande demais para passar em branco. Então vamos à caixinha.
[Rodrigo Alves]
Antes de mais nada, a estréia de Shaquille O`Neal foi um jogão. Pena que Lakers e Suns não se enfrentam mais na temporada regular, e o placar no confronto (3 a 1) mostra como o time de Los Angeles ganhou consistência de um ano para cá. Ganhou mais ainda com a chegadade Pau Gasol. Totalmente ajustado ao sistema, o espanhol tira um peso das costas de Kobe (o homem que só precisa de nove dedos para fazer 41 pontos) e melhora muito a produção
do excelente Lamar Odom.
Mas o assunto aqui, claro, é Shaq. O pivô estreou bem, com 15 pontos, nove rebotes, três assistências, dois tocos, três desperdícios de bola e cinco faltas. Seja contra ou a favor da troca, o observador mais apressado pode tirar conclusões para os dois lados.
Quem aprovou a negociação pode alegar, cheio de razão, que O`Neal passou a jogar bem justamente depois da marca de 20 minutos prometida por Mike D`Antoni. Ele evoluiu fisicamente ao longo da partida, o que é ótimo sinal. E teve bons momentos, como as cravadas em cima de Mbenga e Gasol, o belo passe para o Leandrinho e o mergulho na linha de fundo para salvar uma bola quase perdida.
Dá para alegar também que o projeto-Amare começou muito bem. Mais solto como ala-de-força, Stoudemire mostrou inteligência e brilhou com 37 pontos e 15 rebotes - boa parte disso, é verdade, com Shaq sentado no banco.Quem é contra a troca pode ressaltar, também com razão, que o gigante ainda não cumpriu suas duas principais expectativas na equipe:
1) Segurar, na defesa, o homem de garrafão do time adversário. Mesmo com a ausência de Bynum e apenas um pivô decente, os Lakers contaram com bela atuação de Gasol - apesar de terem perdido a batalha dos rebotes.
2) No ataque, apesar dos bons momentos isolados, ficou claro que Shaq já não é capaz de transformar em dois pontos automáticos aquela bola de segurança no cinco-contra-cinco. Não vai ser tão fácil como se pensa.
Todas as conclusões são corretas. E precipitadas. É apenas um jogo. O pivô vai ter tempo para melhorar a forma e se enquadrar no esquema - ao mesmo tempo, vai também sofrer os efeitos da maratona de jogos. Ou seja, ainda é muito cedo para análises definitivas. Mas Shaq é grande demais para passar em branco. Então vamos à caixinha.
[Rodrigo Alves]
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